Liturgia Diária

‹Dezembro 2035›
DOMSEGTERQUAQUISEXSAB
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Cor litúrgica: Verde

2ª feira da 30ª Semana do Tempo Comum

26/10/2026

1ª Leitura Ef 4,32-5,8

Primeira Leitura (Ef 4,32-5,8)

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no Reino de Cristo e de Deus. 6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Salmo Sl 1

Responsório Sl 1

Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
– Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
– Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho Lc 13,10-17

Evangelho (Lc 13,10-17)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus. 14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”. 15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

RESPOSTA RÁPIDA

Numa sinagoga, em dia de sábado, Jesus viu uma mulher encurvada havia dezoito anos, chamou-a sem que ela pedisse e a curou. O chefe da sinagoga protestou contra a cura no dia de descanso. Jesus respondeu que todos soltavam o boi para beber no sábado, e que ela merecia muito mais ser libertada.


Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos à reflexão do evangelho de hoje, segunda-feira, 26 de outubro, sobre a mulher encurvada que Jesus endireitou numa sinagoga.

Aqui Jesus quis dizer que nenhuma regra, por mais santa que seja, vale mais que uma pessoa presa. E que Ele enxerga quem ninguém mais enxerga, mesmo quando essa pessoa já desistiu de pedir.

A mulher encurvada não pediu nada.

Ele viu, chamou e tocou.


Onde Estamos Nesta História

No sábado passado, lemos a parábola da figueira que não dava fruto havia três anos e ganhou mais um ano de prazo e de cuidado.

Logo em seguida, Lucas coloca esta cena.

E ela tem um detalhe que poucos percebem: é a última vez, no Evangelho de Lucas, que Jesus aparece ensinando numa sinagoga.

Daqui para frente, Ele ensina em casas, em estradas, em praças e no Templo. Mas não volta a aparecer numa sinagoga em Lucas.

A reação do chefe daquela sinagoga diante da mulher encurvada ajuda a entender por quê.

Existe ainda outra curiosidade no mesmo capítulo.

O número dezoito aparece duas vezes. Poucos versículos antes, Jesus tinha falado dos dezoito que morreram quando a torre de Siloé desabou. Agora aparece uma mulher encurvada havia dezoito anos.

Não é preciso inventar mistério em cima disso. Mas o contraste existe.

Lá, dezoito vidas terminaram de repente. Aqui, dezoito anos de prisão terminaram num instante.


Dezoito Anos Olhando Para o Chão

Antes de qualquer explicação, tente imaginar a vida da mulher encurvada.

O texto diz que era encurvada e incapaz de se endireitar.

Pense no que significa ser a mulher encurvada da aldeia por dezoito anos.

Ela não via o rosto das pessoas. Via joelhos, pés, sandálias, a poeira do caminho.

Conversava com os outros olhando para baixo. Não via o céu, não via o pôr do sol, não via as crianças da família crescerem, a não ser quando elas ainda eram pequenas o bastante para caber no campo de visão dela.

E existe algo que acontece com quem passa tanto tempo assim: as pessoas se acostumam.

Depois de alguns anos, a mulher encurvada vira parte da paisagem. Todo mundo sabe que ela existe, ninguém repara mais. Ela entra, senta no lugar de sempre, sai, e a vida da comunidade segue igual.

Dezoito anos é tempo suficiente para alguém virar móvel.


Ela Continuava Indo

Note onde a mulher encurvada estava: numa sinagoga, num sábado.

Dezoito anos encurvada, e ela continuava indo à oração.

Sem cura, sem resposta, sem nenhum sinal de que aquilo fosse mudar. Semana após semana, ela atravessava a aldeia olhando para o chão e entrava para rezar com os outros.

Esse traço revela quem ela era, e fala direto a quem reza há anos por alguma coisa que não chega.

A mulher encurvada não abandonou o lugar onde Deus é procurado só porque Deus parecia não responder.

E foi justamente ali que Ele a encontrou.


Ela Não Pediu

Agora o detalhe mais bonito deste Evangelho.

Na maior parte das curas, alguém pede. O cego grita na estrada. O leproso se ajoelha. A mulher doente toca a franja do manto. O pai implora pela filha.

No caso da mulher encurvada, ninguém pediu nada.

O texto diz que Jesus viu, e então chamou.

A iniciativa é inteiramente dele. Ela nem sequer se aproximou.

Talvez tivesse parado de pedir havia muito tempo. Dezoito anos é tempo de sobra para alguém concluir que não adianta.

E Jesus fala com ela antes de tocá-la: mulher, estás livre da tua doença.

Só depois coloca as mãos sobre ela.

É possível que fizesse muito tempo que alguém tocava aquela mulher encurvada com carinho. Gente que vive anos doente costuma ser cuidada com pressa, e tocada só quando necessário.

Imediatamente a mulher encurvada se endireitou.

E a primeira coisa que fez de pé, olhando para cima pela primeira vez em dezoito anos, foi louvar a Deus.


O Chefe Que Falou Com a Plateia

E então vem a reação que estraga a festa.

O chefe da sinagoga fica furioso, porque a cura aconteceu num sábado, dia em que o trabalho era proibido.

Mas preste atenção em como ele reage.

Ele não fala com Jesus.

Vira-se para a multidão e diz: existem seis dias para trabalhar, venham ser curados nesses dias, mas não no sábado.

Ele repreende os doentes por terem vindo, e não quem curou a mulher encurvada.

Pense na covardia disso. Não teve coragem de confrontar Jesus diretamente e descontou no povo.

E agora faça uma conta simples.

Aquela mulher encurvada frequentava aquela sinagoga havia dezoito anos. Seis dias úteis por semana, cinquenta e duas semanas por ano, durante dezoito anos.

São mais de cinco mil dias úteis.

Em nenhum deles alguém resolveu o problema dela. Ninguém daquela sinagoga chamou um médico, organizou ajuda, ou sequer reparou nela com atenção.

O incômodo do chefe só apareceu no dia em que alguém finalmente resolveu.


O Boi, o Jumento e a Mulher

A resposta de Jesus é afiada e começa com uma palavra dura: hipócritas.

Em seguida, Ele lembra algo que todos ali faziam.

No sábado, qualquer um soltava o boi ou o jumento do curral para levar o animal até a água. Ninguém considerava aquilo quebrar o descanso, porque deixar um animal com sede era crueldade.

E então Ele faz a comparação.

Os verbos em português já mostram o raciocínio. O animal é solto do curral. A mulher foi amarrada durante dezoito anos. E Jesus pergunta se ela não deveria ser libertada.

Ou seja: se a corda do jumento pode ser desamarrada no sábado para ele não passar sede, por que a corda que prendia aquela mulher encurvada havia dezoito anos precisaria esperar mais um dia?

Não há resposta possível para isso.

E o texto registra que os adversários de Jesus ficaram envergonhados, enquanto a multidão se alegrava.


Filha de Abraão

No meio da resposta, Jesus usa uma expressão que merece destaque.

Ele chama aquela mulher de filha de Abraão.

Essa expressão aparece uma única vez em todo o Novo Testamento, e é aqui.

Mais adiante, Lucas registra Jesus chamando Zaqueu de filho de Abraão. Mas uma mulher recebendo esse título, só esta.

Pense no que isso faz.

Até ali, ela era a doente, a encurvada, a que ficava no canto. Jesus devolve a ela o título que a coloca dentro da promessa feita ao pai do povo.

A mulher encurvada não é um caso. É herdeira.

Antes de endireitar as costas dela, Ele endireitou o lugar dela na comunidade.


O Sábado Era Para Isso

Agora o argumento mais sólido deste Evangelho, e quase ninguém o menciona.

O mandamento do sábado aparece duas vezes na Escritura, e cada vez com uma justificativa.

No livro do Êxodo, o descanso é ligado à criação: Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo.

No livro do Deuteronômio, a justificativa é outra. O texto manda guardar o sábado e acrescenta: lembra-te de que foste escravo no Egito, e o Senhor teu Deus te tirou de lá.

Ou seja, o sábado era também o dia de lembrar a libertação.

Agora olhe de novo para a cena.

A mulher encurvada, presa havia dezoito anos, é libertada justamente no dia que existe para recordar que Deus liberta.

Curar a mulher encurvada no sábado não era quebrar o sábado.

Era a coisa mais fiel ao sábado que alguém poderia fazer naquele dia.


Um Cuidado Necessário

O texto diz que a mulher encurvada estava com um espírito que a tornava doente, e Jesus diz que Satanás a tinha amarrado.

Aqui é preciso cuidado.

O Evangelho narra este caso. Não ensina que toda doença tenha causa espiritual, nem que toda pessoa curvada, deprimida ou doente esteja sob ação do mal.

A Igreja valoriza a medicina, e procurar médico nunca foi falta de fé.

E repare num detalhe decisivo: Jesus não acusa a mulher encurvada de pecado nenhum.

Não diz que ela fez alguma coisa para merecer aquilo. Não pede que ela confesse nada antes da cura.

Exatamente como no Evangelho de sábado, quando Ele negou duas vezes que as vítimas de tragédias fossem culpadas.

Estar preso não é a mesma coisa que ser culpado.


A Mulher Encurvada e os Encurvados de Hoje

A imagem da mulher encurvada continua andando pelas nossas igrejas.

Não necessariamente com a coluna torta. Com outro tipo de peso.

Gente curvada pela vergonha, que não consegue mais olhar ninguém nos olhos por causa de algo que aconteceu.

Gente curvada pela tristeza, que vive há anos olhando para o chão e que muitas vezes precisa de tratamento, além de oração.

Gente curvada por dívidas, por um segredo, por anos de humilhação dentro de casa.

Gente curvada de tanto cuidar de um doente, sem que ninguém pergunte como ela está.

Muitas dessas pessoas estão sentadas nos bancos da igreja todo domingo, no mesmo lugar, há anos.

E viraram paisagem.

Este Evangelho pede duas coisas de quem lê.

Se você enxerga alguém assim, faça o que Jesus fez: veja, chame pelo nome, toque. Um abraço, uma mão no ombro, uma pergunta verdadeira sobre como a pessoa está.

E se é você quem está encurvado, saiba que não precisa pedir do jeito certo. A mulher encurvada nem pediu.

A mulher encurvada não é personagem distante. Talvez esteja sentada perto de você no próximo domingo. Se você reparar nela, já terá começado a fazer o que Jesus fez com a mulher encurvada.


As Lições do Evangelho de Hoje

🕍 É a última cena de Jesus numa sinagoga no Evangelho de Lucas.

👣 Dezoito anos sem ver o rosto de ninguém. Só pés, chão e poeira.

🙏 Ela continuava indo à oração mesmo sem cura e sem resposta.

👀 Ela não pediu. Jesus viu, chamou, falou e só então tocou.

📅 Mais de cinco mil dias úteis sem ninguém resolver, e o incômodo só apareceu no dia da cura.

🐂 Soltar o boi, amarrada, libertada. Os próprios verbos montam o argumento.

👑 Filha de Abraão é título dado a uma mulher só uma vez em todo o Novo Testamento.


Como Viver o Evangelho de Hoje

Algumas maneiras concretas de levar a mulher encurvada para a sua semana.

Repare em quem virou paisagem. Na sua igreja, no seu trabalho, na sua família, existe alguém que todo mundo vê e ninguém enxerga.

Chame pelo nome. Jesus a chamou antes de curá-la. Às vezes o primeiro remédio é alguém lembrar o seu nome.

Toque com respeito. Um abraço sincero, uma mão no ombro. Quem vive doente ou sozinho costuma ser tocado só por obrigação.

Pare de defender a rotina contra as pessoas. Criança que chora na Missa, pobre na porta, horário da secretaria. Pergunte se você está do lado do chefe da sinagoga.

Procure ajuda se o peso é seu. Oração e tratamento andam juntos. Endireitar as costas às vezes passa pelo consultório.

Perguntas para você levar

Separe cinco minutos hoje e responda sozinho, com sinceridade:

1. Quem é a mulher encurvada, ou o homem encurvado, que eu vejo toda semana e nunca parei para conversar?

2. Existe algum peso que me faz andar olhando para o chão? Há quanto tempo?

3. Eu continuo rezando por algo que não chega? O que me mantém indo?

4. Já fiquei mais incomodado com uma regra quebrada do que com alguém sofrendo?

5. Quando foi a última vez que eu toquei alguém com carinho que não era da minha família?

6. O que eu faria hoje se acreditasse que Jesus já me viu, mesmo sem eu pedir?


Leia também: Liturgia Diária e Evangelho do Dia 24 de Outubro: A Parábola da Figueira


Oração do Dia

Senhor Jesus, aquela mulher passou dezoito anos olhando para o chão, e Vós a vistes mesmo assim.

Ela não gritou. Não se aproximou. Talvez já tivesse parado de pedir.

E Vós a chamastes pelo que ela era: filha de Abraão. Não a doente, não a do canto, não a que todo mundo já tinha esquecido.

Senhor, eu também ando curvado em alguma parte da minha vida.

Carrego um peso que não mostro. Olho para baixo quando alguém pergunta como eu estou. E faz tempo que eu não peço mais nada sobre isso, porque achei que não adiantava.

Vede-me, Senhor, como vistes a ela.

Chamai-me pelo nome. Colocai as vossas mãos sobre o que está torto em mim, e dai-me forças para endireitar a coluna e olhar para cima.

E não me deixeis virar chefe de sinagoga.

Que eu nunca me incomode mais com a regra quebrada do que com a pessoa presa. Que eu repare em quem virou paisagem na minha igreja, e tenha coragem de chamar essa pessoa para perto.

E quando eu me endireitar, que a primeira coisa que eu faça seja o que ela fez: louvar-Vos.

Amém.


Perguntas Frequentes

Quem era a mulher encurvada do Evangelho?

Uma mulher que estava curvada havia dezoito anos, incapaz de se endireitar, e que frequentava a sinagoga em dia de sábado. O Evangelho não registra seu nome. Jesus a chamou de filha de Abraão e a curou sem que ela tivesse pedido.

Por que o chefe da sinagoga ficou irritado?

Porque a cura aconteceu num sábado, dia em que o trabalho era proibido. Ele não confrontou Jesus diretamente e se dirigiu à multidão, dizendo que os doentes deveriam vir ser curados nos outros seis dias.

O que Jesus quis dizer com o exemplo do boi e do jumento?

Que todos soltavam os animais do curral no sábado para levá-los à água, sem considerar isso uma quebra do descanso. Se um animal podia ser solto, com muito mais razão uma pessoa presa havia dezoito anos podia ser libertada.

O que significa chamar alguém de filha de Abraão?

É atribuir à pessoa a pertença à promessa feita ao pai do povo. Essa expressão aplicada a uma mulher aparece uma única vez em todo o Novo Testamento, justamente nesta passagem.

Curar no sábado era contra a Lei?

Segundo a interpretação do chefe da sinagoga, sim. Mas o Deuteronômio liga o descanso do sábado à lembrança da libertação da escravidão no Egito, de modo que libertar alguém nesse dia corresponde ao próprio sentido do sábado.

Toda doença tem causa espiritual?

Não. O Evangelho narra este caso específico e não ensina que toda enfermidade venha do mal. Jesus também não acusa a mulher de nenhum pecado, e a Igreja sempre valorizou o cuidado médico ao lado da oração.


Como Explicar o Evangelho de Hoje Para as Crianças

Para contar em casa ou na catequese, com criança a partir de 5 anos.

Faz uma coisa comigo agora: abaixa a cabeça e olha só para o chão.

O que você está vendo? Só pé, só sapato, só o piso, né?

Agora imagina ficar assim o dia inteiro. A semana inteira. Por dezoito anos!

Teve uma moça que vivia desse jeito. As costas dela eram tortas e ela não conseguia ficar reta.

Ela nunca via o rosto das pessoas. Nunca via o céu azul. Só via o chão.

Mesmo assim, toda semana ela ia na casa de oração para rezar.

Um dia, Jesus estava lá ensinando. E sabe o que aconteceu?

Ela nem pediu nada. Mas Jesus olhou para ela e viu que ela estava triste.

Ele chamou a moça, colocou as mãos nela com carinho e falou: você está livre!

E na mesma hora ela ficou retinha!

A primeira coisa que ela fez foi olhar para cima e agradecer a Deus.

Só que um homem ficou bravo, porque era dia de descanso e ele achava que ninguém podia ser curado naquele dia.

E Jesus explicou: vocês soltam o burrinho para beber água no dia de descanso, e não querem que eu solte essa moça?

As pessoas são muito mais importantes que as regras!

Para conversar com a criança

Pergunte depois de contar:

  • Como você se sentiu olhando só para o chão?
  • Tem alguém na sua sala que anda sempre de cabeça baixa, triste?
  • O que você pode fazer para essa pessoa olhar para cima e sorrir?

Uma atividade simples

Peça que a criança ande pela sala por um minutinho olhando só para o chão.

Depois, peça que ela se endireite e olhe o rosto de cada pessoa da família, dizendo o nome de cada uma.

Expliquem que Jesus quer todo mundo de cabeça erguida, e que a gente ajuda quando enxerga quem está triste.


👉 Clique aqui e leia o capítulo inteiro do evangelho de hoje


Que Deus abençoe seu dia.


Programa de hoje na Rádio Barroso Mix

Santa Missa

🎙️ Padre Reginaldo Manzotti

⏰ Segunda a sexta, às 12h30 e às 19h

O Evangelho de hoje fala de uma mulher que, mesmo doente há dezoito anos, não deixava de ir rezar. Se você está acamado, se recuperando de cirurgia ou cuidando de alguém que não sai de casa, a Missa vai até você. Duas celebrações por dia, para acompanhar com fé do lugar onde você estiver.

▶ OUVIR AO VIVO AGORA

Jesus em Primeiro Lugar · 24 horas por dia · radiocatolica.com.br

Orações e antífonas da Missa

Antífona de entrada

Exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face. (Cf. Sl 104, 3-4)

Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e, para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que ordenais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Oração sobre as oferendas

Olhai benigno, nós vos pedimos, Senhor, os dons que vos apresentamos, e nossa celebração seja, antes de tudo, para a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão

Nós nos alegraremos na vossa salvação e no nome do nosso Deus exultaremos. (Cf. Sl 19, 6)

Depois da comunhão

Os vossos sacramentos, Senhor, realizem o que significam, a fim de que um dia possamos entrar em plena posse do mistério que agora em ritos celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Compartilhar no WhatsApp Facebook

Textos litúrgicos: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Todos os direitos reservados.