Liturgia Diária

Fevereiro 2025
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Cor litúrgica: Verde

2ª feira da 12ª Semana do Tempo Comum

22/06/2026

1ª Leitura 2Rs 17,5-8.13-15.18

Primeira Leitura (2Rs 17,5-8.13-15.18)

Leitura do segundo livro dos Reis.

Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6No nono ano de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isso aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses. 8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”. 14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15Desprezaram as suas leis e a aliança que tinha feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Salmo Sl 59(60)

Responsório Sl 59(60)

Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!

Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!

– Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos!
– Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo e um vinho atordoante nos destes.
– Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?
– Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor.

Evangelho Mt 7,1-5

Evangelho (Mt 7,1-5)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou como podes dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

O evangelho do dia 22 de junho (Mt 7,1-5) traz um dos ensinamentos mais diretos de Jesus: não julgueis, para não serdes julgados. Ele usa a imagem do cisco e da trave para mostrar como enxergamos o pequeno defeito do outro e ignoramos o grande defeito em nós mesmos. O caminho que Jesus ensina é olhar primeiro para dentro: tira a trave do teu olho, e então ajudarás teu irmão com o cisco.

Tem uma frase de Jesus que quase todo mundo conhece, até quem não é religioso costuma repetir: não julgueis. Ela está no evangelho do dia 22 de junho, e é uma das mais citadas e ao mesmo tempo mais mal compreendidas de todo o Evangelho. Muita gente usa esse não julgueis como desculpa para que ninguém fale nada de ninguém, como se Jesus estivesse pregando o vale-tudo. Mas o sentido é bem mais profundo do que isso.

Estamos na 12ª Semana do Tempo Comum, ainda dentro do Sermão da Montanha, o grande discurso de Jesus que vimos ao longo das últimas semanas. Depois de falar sobre a ansiedade e a confiança no Pai, Jesus chega agora num assunto que mexe com todo mundo: a tendência humana de julgar o próximo. E Ele faz isso com uma imagem genial, quase cômica, da trave e do cisco.

Nesta reflexão do evangelho do dia 22 de junho você vai entender primeiro o contexto: onde Jesus está, com quem fala e o que Ele estava combatendo naquele momento. Depois vamos às lições centrais, com aplicação prática para a sua vida. E no fim, uma oração para pedir um coração misericordioso que enxerga o próprio defeito antes do alheio.

O Contexto do Evangelho do Dia 22 de Junho

Reflexão do evangelho do dia 22 de junho com Jesus ensinando a não julgar

Para entender bem, é preciso lembrar onde estamos. O trecho de hoje abre o capítulo 7 de Mateus, a reta final do Sermão da Montanha. Jesus está num monte da Galileia, sentado, cercado pelos discípulos e por uma multidão de gente simples: camponeses, pescadores, pessoas comuns que tinham subido para ouvi-lo. Não era um templo, não era uma sinagoga. Era ao ar livre, na encosta de um monte, com o povo sentado na grama.

Ao longo desse sermão, Jesus vinha derrubando a religiosidade hipócrita dos fariseus, aquela gente que cumpria as regras por fora mas tinha o coração duro por dentro. Os fariseus eram especialistas em julgar os outros. Mediam cada pessoa pela régua da Lei, apontavam o pecado alheio, se achavam melhores que o povo simples. E é exatamente contra essa postura que Jesus fala no evangelho do dia 22 de junho.

Então o não julgueis de Jesus não é um convite à indiferença moral. É um golpe certeiro contra a hipocrisia religiosa de quem se coloca como juiz dos outros. Jesus não está dizendo que o bem e o mal dão na mesma. Está dizendo que ninguém tem autoridade para se sentar no trono de juiz do coração alheio, porque esse trono pertence só a Deus. E mais: quem vive julgando costuma ser justamente quem mais precisa olhar para os próprios erros.

Há um detalhe na palavra usada que ajuda muito. O verbo julgar aqui, no grego krino, tem o sentido de condenar, sentenciar, decretar a culpa definitiva de alguém. Jesus não está proibindo o discernimento, aquela capacidade de distinguir o certo do errado, que Ele mesmo pede em outros momentos. Está proibindo a condenação, o ato de declarar o outro irrecuperável, de reduzir uma pessoa ao pior que ela já fez.

As Lições do Evangelho do Dia 22 de Junho

Com o contexto claro, vamos às lições que este texto curto e poderoso traz para a sua vida hoje. São poucas palavras, mas cada uma pesa.

1. A Medida Que Você Usa Volta Para Você

Jesus começa o evangelho do dia 22 de junho com um princípio: "Vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes" (Mt 7,2). Existe uma reciprocidade espiritual aqui. A régua que você usa para medir os outros é a mesma que será usada para te medir.

Pensa na pessoa que vive apontando defeito alheio, que não perdoa nada, que cobra perfeição de todo mundo. Essa pessoa cria ao redor de si um mundo duro, sem misericórdia. E um dia ela vai precisar de misericórdia, e vai colher o que plantou. Por outro lado, quem é compreensivo com a fraqueza dos outros, quem dá uma segunda chance, encontra também compreensão quando erra.

Para a sua vida: preste atenção na régua que você anda usando em casa, no trabalho, na comunidade. É uma régua de misericórdia ou de condenação? O evangelho do dia 22 de junho avisa que a régua volta. Se você quer ser tratado com misericórdia por Deus e pelas pessoas, comece tratando os outros assim.

2. O Cisco no Olho do Irmão

A trave e o cisco no olho, evangelho do dia 22 de junho

Aqui vem a imagem genial do evangelho do dia 22 de junho: "Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?" (Mt 7,3). Cisco é aquele cisquinho, um grão de poeira, uma partícula minúscula. Trave é uma viga de madeira, daquelas que sustentam o telhado. A diferença de tamanho é absurda, e é proposital.

Jesus está desenhando uma cena quase cômica: um homem com uma viga enorme atravessada no olho, tropeçando em tudo, tentando tirar um grãozinho de poeira do olho do amigo. É ridículo. E é exatamente assim que ficamos quando vivemos analisando os defeitos pequenos dos outros enquanto carregamos defeitos enormes que nos recusamos a enxergar.

Por que fazemos isso? Porque é mais fácil. Olhar o defeito do outro não exige nada de mim, e ainda me dá uma falsa sensação de superioridade. Olhar o meu próprio defeito dói, exige mudança, humildade, conversão. O ser humano prefere ser inspetor da vida alheia a ser faxineiro da própria alma.

Para a sua vida: na próxima vez que você se pegar criticando duramente o defeito de alguém, faça uma pergunta honesta. Será que eu não tenho esse mesmo defeito, talvez até maior? Muitas vezes o que mais nos irrita no outro é justamente aquilo que não aceitamos em nós mesmos.

📖 Leia também: Como Fazer uma Boa Confissão: Guia Completo

3. Tira Primeiro a Trave do Teu Olho

O evangelho do dia 22 de junho termina com a solução, e ela é surpreendente: "Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão" (Mt 7,5). Repara numa coisa que muita gente não percebe: Jesus não disse para ignorar o cisco do irmão. Ele disse para cuidar primeiro de si, e então ajudar o outro.

Isso muda tudo. Jesus não está pregando o cada um por si, não está dizendo que os problemas dos outros não te interessam. Está estabelecendo uma ordem: primeiro a tua conversão, depois a tua ajuda ao próximo. Quem se corrige primeiro ganha autoridade moral e, principalmente, ganha enxergar bem. A trave no olho não só é maior que o cisco, ela cega. Quem está cheio de defeitos não reconhecidos não enxerga direito a realidade do outro.

E tem a palavra mais dura que Jesus usa aqui: hipócrita. No grego, hipócrita era o ator de teatro, aquele que usava máscara e fingia ser quem não era. O que julga o outro escondendo os próprios defeitos está fingindo ser santo. Está atuando. Jesus arranca a máscara.

Para a sua vida: existe alguém que você precisa ajudar a corrigir, um filho, um irmão, um amigo? O evangelho do dia 22 de junho ensina o caminho: comece olhando para você. Faça sua confissão, corrija o que precisa ser corrigido em você, e aí, com o olhar limpo e o coração humilde, ajude o outro com amor, não com condenação. A correção que nasce da humildade cura. A que nasce da soberba afasta.

O Que o Evangelho do Dia 22 de Junho Não Está Dizendo

Misericórdia em vez de julgamento, evangelho do dia 22 de junho

É importante esclarecer um ponto, porque esse texto é muito distorcido. Quando Jesus diz não julgueis, Ele não está dizendo que tudo é permitido, que ninguém pode mais corrigir ninguém, que pai não pode educar filho, que a Igreja não pode ensinar o que é certo e errado. Confundir misericórdia com omissão é trair o próprio Evangelho.

O próprio Jesus corrigiu muita gente. Corrigiu os fariseus, corrigiu os discípulos, expulsou os vendilhões do Templo. O que Ele condena não é apontar o erro com amor para ajudar alguém a crescer. O que Ele condena é a condenação soberba, aquela que despreza a pessoa, que se acha superior, que reduz o outro ao seu pecado e não enxerga nele nenhuma esperança de mudança.

A diferença está no coração e no objetivo. Corrigir para salvar é amor. Julgar para condenar é soberba. Corrigir depois de cuidar de si é o que Jesus ensina. Julgar escondendo a própria trave é a hipocrisia que Jesus combate no evangelho do dia 22 de junho.

📖 Leia também: Os 10 Mandamentos: Significado de Cada Um

Como Viver o Evangelho do Dia 22 de Junho na Prática

Sugestão 1: faça hoje um exame de consciência honesto. Em vez de pensar nos defeitos dos outros, pergunte qual é a sua trave. Aquele defeito grande que você conhece mas evita encarar. Dê nome a ele diante de Deus.

Sugestão 2: segure uma crítica hoje. Quando vier aquela vontade de comentar o defeito de alguém, de criticar, de julgar, segure. Respire e lembre da imagem da trave e do cisco do evangelho do dia 22 de junho. Troque a crítica por uma oração por aquela pessoa.

Sugestão 3: se você precisa corrigir alguém de verdade, faça do jeito de Jesus. Primeiro cuide de si, depois fale com amor, em particular, querendo o bem da pessoa, nunca para humilhar. A ordem importa: trave primeiro, cisco depois.

Sugestão 4: procure a confissão. Não há jeito melhor de tirar a própria trave do que o sacramento da reconciliação. Sair do confessionário com o olhar limpo muda a forma como você enxerga todo mundo ao redor.

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Oração do Evangelho do Dia 22 de Junho

Reze esta oração pedindo a graça de viver o evangelho do dia 22 de junho com um coração humilde e misericordioso.

"Senhor Jesus, hoje me mostras a trave que eu carrego no olho e que insisto em não ver. Confesso que é mais fácil reparar no defeito dos outros do que encarar os meus. Confesso que muitas vezes me sentei no trono de juiz que pertence só a Vós. Perdoai a minha soberba."

"Dai-me a coragem de tirar primeiro a minha trave. Levai-me à confissão, ao exame sincero, à conversão que dói mas que cura. Limpai o meu olhar para que eu enxergue as pessoas como Vós as enxergais: não pelo pior que fizeram, mas pelo bem que ainda podem ser."

"E quando eu precisar ajudar alguém a corrigir um erro, que eu o faça com a Vossa mansidão, querendo salvar e nunca humilhar. Que a medida que eu uso com os outros seja a medida da misericórdia, a mesma que eu tanto preciso receber de Vós. Amém."

Para Levar o Evangelho do Dia no Coração

Uma frase do evangelho do dia 22 de junho para guardar a semana inteira:

"Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem."

Antes de consertar o mundo, deixa Deus te consertar. Quem se deixa curar primeiro enxerga melhor, ama melhor e ajuda melhor. Esse é o caminho da humildade que Jesus ensina hoje.

Que Deus abençoe seu dia.

❓ Qual é o Evangelho do dia 22 de junho?

É Mateus 7,1-5, da 12ª Semana do Tempo Comum. Jesus ensina a não julgar e usa a imagem do cisco e da trave para mostrar que devemos cuidar primeiro dos nossos próprios defeitos antes de apontar os dos outros.

O que significa não julgueis no Evangelho?

Significa não condenar o próximo, não se colocar como juiz do coração alheio, papel que pertence só a Deus. Não é proibição de discernir o certo do errado, mas da condenação soberba que despreza a pessoa.

❓ O que é a trave e o cisco no olho?

É uma imagem de Jesus. O cisco é um grão de poeira, o pequeno defeito do outro. A trave é uma viga de madeira, o grande defeito que carregamos e não queremos enxergar. Jesus ensina a cuidar primeiro da própria trave.

❓ Cristão pode corrigir os outros?

Pode, desde que seja para ajudar e salvar, com amor e humildade, e depois de cuidar dos próprios erros. O que Jesus condena é a condenação soberba, não a correção feita com caridade.

Que este evangelho do dia 22 de junho te ajude a trocar o dedo que aponta pela mão que ajuda. Compartilhe esta reflexão com alguém que precisa de um coração mais leve e misericordioso hoje.

🌐 Saiba mais: Evangelho de Mateus capítulo 7 na Bíblia Católica

Que Deus abençoe seu dia.

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Orações e antífonas da Missa

Antífona de entrada

O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. Sl 27,8-9)

Oração da coleta

Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, Senhor, nós vos pedimos, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão

Os olhos de todos esperam em vós, Senhor, e vós lhes dais alimento no tempo oportuno. Eu sou o bom Pastor. Eu dou minha vida pelas ovelhas, diz o Senhor. (Cf. Sl 144,15 Ou: Jo 10,11.15)

Depois da comunhão

Renovados pelo alimento do precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, imploramos vossa misericórdia, Senhor: dai-nos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que celebramos fielmente.

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